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Com novas normas para produção, leite brasileiro pode conquistar mercado

Os chamados resfriadores de imersão, usados para armazenar leite nas propriedades, devem ser aposentados de vez com a entrada em vigor de novas regras para a produção leiteira em todo o País. E o produto também deverá ser recolhido em até dois dias para um laticínio.

Essas são algumas das alterações propostas pelas instruções normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura e que estão sendo implementadas. No Sudoeste, a maior bacia leiteira do Estado, as adequações foram apresentadas a produtores e laticínios, num encontro realizado na Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná). Organizado pelo núcleo regional da Seab e Faep, o workshop trouxe técnicos do MAPA para tratar das metodologias da Rede Brasileira de Qualidade do Leite (RBQL).

Com as mudanças, o governo pretende tornar o leite brasileiro mais atrativo para outros países. “O Brasil é o maior produtor de proteína animal do mundo e somos referência em exportação de carne de aves, suínos e bovinos, mas no caso do leite ainda precisamos importar de outros países, mesmo tendo a 5ª maior produção mundial”, explica o veterinário Antonio Carlos Prestes, fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura.

Outras mudanças

As instruções normativas também estabelecem que somente resfriadores de expansão direta ou os resfriadores a placas poderão ser usados nas propriedades. Tanques comunitários continuam existindo, mas com regras mais claras sobre seu registro, instalação e análises quando houver a mistura de diferentes leites.

O transporte a granel até o laticínio continua permitido, mas a temperatura do leite não deve passar de 7 graus – em casos excepcionais, como de desastres naturais, pode chegar a 9 graus. Antes de ir para o caminhão tanque, uma amostra do leite deve ser coletada. Também há mudanças nos parâmetros microbiológicos do leite cru refrigerado e na periodicidade de análises, além de maior rigor com a contagem de enterobactérias.

Seminários municipais

Para que as novas regras cheguem a toda cadeia, na região uma força tarefa entre órgãos e entidades agropecuárias, incluindo a Amsop, irá promover encontros municipais com agricultores. “Vamos levar instrutores para os municípios da região para passar essas informações, de como o produtor poderá, com ações simples, melhorar a qualidade da produção e se enquadrar nas novas normas”, diz Denise Adamchuck, chefe regional da Seab.