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Amsop e Seab vão realizar capacitação sobre cigarrilha do milho e agroindústrias

Nesta semana, os chefes dos três núcleos da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab), — Dois Vizinhos, Salatiel Turra; Francisco Beltrão, Denise Adamchuck; e Pato Branco, Leunira Viganó Tesser, estiveram reunidos com o presidente da comissão de Agricultura de Meio Ambiente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), e prefeito de Vitorino, Marciano Vottri.

 

Foram debatidas ações a serem realizadas em conjunto, voltadas ao fortalecimento da agricultura do Sudoeste, que representa em boa parte dos municípios a principal fonte econômica, somado ainda ao fato de até mesmo haver uma recomendação do secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, para que os órgãos ligados a pasta desenvolvam atividades regionalizadas para estimular o setor.

 

Do encontro ficou acertado que serão realizados simpósios voltados tanto para a problemática da cigarrinha do milho, como também para a questão das agroindústrias.

 

No caso da problemática que vem afetando a cultura de grãos na região, o presidente da comissão temática da Amsop comenta que ficou acordado a realização de um seminário de atualização técnica, voltado tanto a produtores rurais, como profissionais da área.

 

O encontro que deve ocorrer ainda no fim de abril ou no início de maio, dependendo da agenda de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), será realizado na sede da Amsop, em Francisco Beltrão, com limitação de público, porém com transmissão simultânea pelas redes sociais da associação.

 

Denise Adamchuck comenta que “estamos enfrentado o que chamamos de enfezamento do milho”. Segundo ela, “como é muito cultivado o milho na nossa região e pela diminuição da produtividade causada por esse problema, várias cadeias produtivas terão prejuízo, pelo aumento de custos”, afirma Denise completando que o Paraná já possui uma comissão estruturada para o enfrentamento desta problemática.

 

“A união de esforços é para que a informação chegue ao produtor, para capacita-lo e despertar atenção a este problema”, diz Denise lembrando que se unem nesta ação a Acamsop, Amsop, Seab, IDR, Adapar, Embrapa, Iapar e Sanar.

 

Com relação as agroindústrias, estima-se que 200 unidades no Sudoeste possuem potencial para se enquadrarem nas regulamentações do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e ainda aderiram ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), neste segundo caso, havendo a adesão do município.

 

Vottri comenta que “o intuito é regulamentar o maior número de agroindústrias do Sudoeste. O ganho é em agregação de valor e competitividade de mercados”, diz ele, destacando que o trabalho da Amsop passa a ser de articulação e divulgação dos técnicos das prefeituras, que estão diretamente envolvidos com os proprietários das agroindústrias.

 

Ele ainda pontua, que ao alcançar as certificações, os produtores além de saírem da informalidade, passam a ter condições de comercialização dos produtos em todo o estado.

 

Leunira Tesser destaca que em sua maioria, as agroindústrias da região são voltadas a produção de embutidos e derivados do leite.

 

Ela ainda pontua que, “na grande maioria dos municípios existe a Lei do SIM, mas percebemos que nos últimos anos, com a regularização e novas legislações, alguns precisam se atualizar, tanto a lei como os profissionais que trabalham na área de inspeção nos municípios.”

 

Por sua vez com relação ao Susaf, Leunira exemplifica que Salgado Filho e Francisco Beltrão são municípios que já aderiram, ao sistema unificado estadual, e possuem certificação, ao mesmo tempo em que Chopinzinho e Itapejara D’Oeste aguardam a documentação final, e uma série de outros municípios já demonstraram a intenção de também terem o reconhecimento.

 

Fonte: Diário do Sudoeste